Em Frankfurt a coisa foi mais legal. Eu daaava risada de ouvir todo mundo falando alemão. Estava feliz! Eu lia com gosto a placa que dizia “Gepäckausgabe”, como se meus dois anos de alemão tivessem realmente valido para alguma coisa. Doce ilusão. Poucos minutos depois eu iria descobrir que não conseguia nem falar direito que “eu não falo alemão”. Tudo bem, agora eu já consigo – no que os alemães simpaticamente me respondem “ein bisschen” (“um pouco”, mencionando o que eu acabei de dizer em alemão). Eu respondo com as mesmas palavras, sorrio, e é tudo!
Mas são simpáticos mesmo! Todos os que conheci até agora ficaram muito interessados quando me ouviram conversando em português com o Willy; todos querem saber do Brasilien. E eu querendo saber da Alemanha que, por sinal, é muito velha. Como tem idoso aqui, é incrível! Tudo bem que era segunda-feira 14h quando fomos para Erfurt tomar um café, mas no Brasil não teria ninguém na rua a esta hora! Aqui tem muitos velhos!
Ainda assim, muito nova foi a notícia que ganhei quando a esteira das bagagens foi lentamente parando. Olhei à minha volta e tinham apenas outras 4 pessoas. Onde estava todo mundo? E... onde estava a MINHA MALA?! ... é claro que perderam... Ora, eu despachei em CWB e peguei 3 conexões para chegar a Frankfurt. Você acha mesmo que minha bagagem faria a mesma coisa? Até porque eu passei por Portugal... Se no Brasil a gente não confia muito nas coisas, imagina em Portugal! E lá fui ao balcão da Lutfhansa atrás da minha bagagem...
O atendente me tranqüilizou com um “it happens a lot, it’s probably at Lissabone”. O Willy já estava do meu lado quando a questão das bagagens foi “deixada pra depois” e fomos comer algo. Aí tive uma surpresa! Por EUR12 comi um prato de spaghetti e um copo de Nestea. Barato, hã?! Se você não fizer a conversão, e pensar em 12 reais, você mal e mal come um McDonald’s... Quando os questionei (estávamos em 3, dois alemães e eu) sobre o preço, disseram que ali era barato mesmo.
A primeira coisa que o Willy tomou a liberdade de me falar deixou a namorada dele nervosa (ele contou pra ela o que me havia dito antes), mas eu não liguei (achei até legal da parte dele): é que as roupas que eu vestia (agasalho esportivo, é claro, são 24 horas de viagem!!) são roupas que, aqui na Alemanha, são utilizadas somente por pessoas desempregadas. Aliás, aqui a vida destes é folgada: o governo dá casa, calefação e salário para outras despesas. Os alemães têm este tipo de roupa, mas pra usar em casa! E de fato... tênis na rua? Que esquisito! Ninguém usa isso aqui! Mas bem, eu sou turista... tá tudo bem!
Pegamos um trem elétrico para ir até Erfurt, e de lá até Elgersburg. As paisagens são muito bonitas aqui, parece bem com as fotos que vemos da Europa. E as cidades parecem bem com Blumenau, só que mais organizadas! É incrível isso, mas tudo parece funcionar aqui no país...
No trem de ontem, por exemplo, um casal entrou com suas bicicletas. Como era tarde da noite, eles encostaram as bicicletas, sentaram e dormiram! Sim, dormiram! Com a mala no banco ao lado e a bicicleta “lá longe”. Imagina isso no Brasil?! O cara acorda até sem cabelo!
Elgersburg tem cerca de 1000 habitantes, e fica “subindo um morro”. De fato, não lembra em nada uma favela, mas é num morro. E é fantástica... Eu não parava de olhar para os lados, aproveitando o pouco da luz que vinha de alguns postes para olhar as construções. Por sinal, Elgersburg significa “Castelo de Elgers”, que foi um cavaleiro alemão. Ou seja, tem um castelo na cidade! Basta abrir a minha janela do quarto e tem um castelo na frente dela. É fantástico... Acho até que o castelo é uma pousada, pois o Willy falou que um dia eu TENHO QUE ficar lá. Ele enfatizou tanto que já estou até fazendo a poupança rs...
Um comentário:
Estamos curiosos p/ ver as fotos,filho querido...
O pai está te mandando um beijo.
Se agasalhe bem pois pelo jeito está frio mesmo
Beijinho com karinho
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