Como se eu fosse muito alemão, visitamos Berlin em pouco mais do que 8 horas. Chegamos à noite e, com uma falta enorme de carboidratos no meu corpo (ultimamente só estou comendo Schnitzel (Schweinfleisch) e Wurst!!), fomos procurar um ristorante italiano. Qual não foi a minha surpresa a me deparar com um garçom narigudo e com alemão cheio de sotaque. Arrisquei um italiano e o garçom me respondeu, e aí pela primeira vez eu pude questionar o cardápio, perguntar se não tinha mais nada e fazer todo o pedido bem à vontade, como se tivesse mesmo no Brasil. Também foi a primeira vez que eu usei meu italiano, e até que foi bem legal! Gostei...
Jantamos e fomos a um boteco indiano. Pois é, Berlin é assim: tem comida pra todos os tipos... Espere só até chegar na "ida pra casa", você se espantará com o restaurante que eu fui (haha)...
Fomos para o hostel (novamente o Wombat's, mas aqui ele era ainda MUITO melhor!) e dormimos. O próximo dia seria longo...
E foi mesmo! Decidimos acordar às 7h para que pudéssemos caminhar o suficiente. Às 10h, encontraríamos o Carnsten (tio do Willy) no Domo (catedral), mas ela fica no meio da cidade - e a gente devia ir lá pro começo dela. 8 minutos no metrô e estávamos no primeiro monumento: o Brandenburger Tur.
O portal é bem bonito, construído há muito tempo por alguma vitória da Alemanha. É como um Arco do Triunfo por aqui. Fotos, fotos e fotos, e visitamos um jardim - era o Tiergarten, o maior jardim dentro de uma cidade que a Alemanha possui. Bem legal lá também...
Lembra que eu falei que a guerra e o muro aqui ainda são muito presentes? Pois é, pela cidade inteira você pode encontrar pedaços do muro, e também o "caminho" onde o muro estava construído pode ser visto em vários pontos da cidade! É bem interessante!!
O curioso de Berlin é que eles reconstróem tudo. Muita coisa foi destruída na guerra - praticamente todos os lugares que visitamos, e por isso eles simplesmente reconstróem. O próximo projeto, por exemplo, é um castelo antigo, que fica bem no meio de Berlin. Para isso, eles simplesmente botaram àbaixo o prédio do parlamento, uma vez que o castelo era ali e ali ele será! O Domo, as estátuas pelas ruas, os Museums, tudo foi reconstruído - mas, claro, parecendo antigo. É meio coisa pra inglês ver - ou melhor, pra alemão ver. Eles gostam. Eu gostei também, apesar de achar meio muito dinheiro gasto... Maaas, afinal de contas, eles têm dinheiro! Bom pra eles hehe
Muitos pontos turísticos depois, e Musems onde até um pedaço real da babilônia eu pude conhecer, fomos para a casa do Carnster visitar o resto da família. Papo vai, papo vem, resolvemos fazer nossa última refeição em Berlin antes de pegar o trem de volta (está achando o tour muito curto? foi mesmo! mas foi legal!!). Onde? Num restaurante africano. Pensa num Henrique comendo comida africana?!
Mas pois é, o legal é que aqui é de verdade. Um restaurante indiano só tem indiano; italiano só tem italiano; russo só tem crimonoso (hehe); e africano, é claro, só tem afriano. Então dá pra acreditar mesmo!!
E lá fomos nós. O Willy queria comer crocodilo, por isso fomos. No fim das contas, até que não me dei tão mal - mas comi pouco, é claro. Comida super condimentada, mas meu estômago até tá se acostumando com isso - e tá ficando com muita saudades do Brasil rs...
Um Zilzil (prato que eu pedi) depois, fomos para a Hauptbahnhof de Berlin. Starbucks pra nos manter acordado, pois se dormíssemos iríamos parar em Züruck, e fomos pro trem. Uma coisa nos preocupava: tínhamos de pegar uma conexão, em Erfurt, em 8 minutos. Mas eram 2 trocas de trem no total, e hoje em dia os trens não são mais tão pontuais como eram antigamente aqui. Ou seja: se perdêssemos o último trem de Erfurt, estávamos perdidos!
E adivinha o que aconteceu? Perdemos o último trem de Erfurt. Chegamos na estação 2 minutos depois de ele ter partido. Ferrou!
A questão é que a Deutsche-Bahn (empresa de trens) tinha nos dito que, caso isso acontecesse, eles dariam um voucher para o táxi. Chegou lá e....? Quem disse que o Reisebüro estava aberto. Daí pegamos um táxi, orientados por ele (pelo fone) e pegamos o recibo. "Eles vão pagar depois"... O difícil é que taxi aqui é assim: 10 cents a cada 3 segundos (eu contei! hehe)... Isso dói no bolso, se você pensar que viajamos 50km de taxi... Não precisa fazer as contas: EUR80,10. Foi a maior conta que eu já paguei aqui, e foi muito dinheiro pra um Brasileiro! ehhe...
Mas daí você pensa "estou na Alemanha, aqui não vai ter problema!". Há, sei. Pelo telefone, a Deutsche-Bahn nos confirmou que poderíamos resgatar o dinheiro em Erfurt. Pergunta se deu certo?! xi...
Mas bom, de qualquer forma estamos vivos - mesmo que sem dinheiro. Ontem fomos às compras, comprei algumas tranqueiras e algumas coisas legais. Fiquei doido na loja de esportes, queria levar tudo - mas não levei nada! hehe... Mas é de ficar doido!
Aliás, Erfurt é uma cidade linda. Já falei isso, e repito. Erfurt está tem tudo que tem Berlin, e o silêncio de uma cidade pequena. É antiga, é quieta e tem muitas lojas boas. É pena que estava chuviscando, e não quis levar a máquina de foto.
Mas daí, na loja, comprei uma câmera pro Kauan! E fui abri-la pra tirar as fotos, todo feliz, quando me deparei com uma câmera azul-calcinha! haha... Sorte minha que tive a idéia de usar a câmera, e voltamos à loja rapidamente pra pegar a rosa. Imagina se o kau ia aceitar a câmera azul... hehe
A viagem aos poucos vai chegando ao fim. Hoje já é quinta-feira. Ainda iremos a Ilmenau fazer algumas compras. Uma coisa que estou com muita vontade mas acho que não vai dar certo é de levar vinho. Aqui a garrafa mais cara, d"AQUELE" vinho francês, custa 3 euros. O mais normal é 1 ou 2 euros...
E vamos que vamos... Hoje o dia deve ser cheio - de trabalho! Abraços, e-ponto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário