sábado, 27 de setembro de 2008
E eu tô voltando pra casa!!!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Strüdelteig
Berlin, Erfurt, compras e italiano
terça-feira, 23 de setembro de 2008
75 anos, chantily no strudel e falando inglês!
Domingo, antes de ir à Berlin (tirar meu primeiro e único dia de férias por aqui) fomos a um aniversário da meia-irmã do Willy, a Claudia. A família deles é bem engraçada, e bem típica alemã: a avó aposentada cozinhou para os convidados da festa (que foi na própria casa dos avós), enquanto o avô nos recebia. Lá em cima, mãe, irmã, sobrinha, outra avó e muita alegria.
Lembrou-me muito como nós a festa deles. Muito animados, festa pequena (tinha apenas 8, e eu lá de penetra...), comida MUITO bem preparada, e muita gente falando. Nunca tive tanta dificuldade pra entender algo... porque veja: alemão já é complicado; agora imagine aquelas reuniões de família onde importante mesmo é falar, e não ouvir; agora imagine todo mundo falando alemão ao mesmo tempo, e alguns ainda com dialeto! Difícil de imaginar? Imagina de estar lá dentro...
Mas ainda assim foi bem interessante; consegui estabelecer alguns diálogos curtos com algumas pessoas... Já haviam me falado isso, mas ver uma criança falando é muito engraçado. Fiquei pensando que até ela, com talvez 8 anos, fala alemão... E eu, nada! Hehe....
Mas mais legal mesmo foi com os avós. São pessoas extremamente saudáveis, felizes e sãs – pra não dizer orgulhosos. Mas isso acho que todos são... De qualquer forma (já comentei isso aqui) sempre que temos pessoas um pouco mais velhas aqui, lembramos da guerra e do que devem ter passado. Isso, no entanto, não parece afetar a sanidade deles ou qualquer coisa assim...
Prova disso foi a outra avó da Claudia, que com 75 anos e uma doença que a faz tremer um pouco várias partes do corpo, quando pegou um pedaço de Apfelstrüdel e não hesitou em pegar a lata de chantily e dê-lhe chantily!!!! Fiquei mesmo impressionado! Nem eu como tanta porcaria hehe...
E o mais engraçado ainda, como se não bastasse, foi que depois, quando eu estava falando sobre o Brasil com o avô do Willy (entenda, não era uma conveeersa, era uma tentativa de bate-papo), ela simplesmente começou a falar inglês comigo. Ah, daí foi demais pra mim rs...
Eu sei que de longe pode parecer que foi simplesmente uma exceção, mas não é não; a Alemanha é mesmo um país muito velho, mas os velhinhos aqui estão com tudo! São sempre muito politizados e muito fortes... Ninguém aqui tem cara de ser muito fraco! É bacana, uma sociedade que cresce saudável – e trabalhadora, muito!
No fim do dia, depois de passear e conhecer a cidade (que esqueci o nome mas depois eu lembro), visitando dois castelos (um fechado, no entanto), pegamos a Autobahn rumo à Berlin. E Berlin, hmmm... ponto ponto ponto.sábado, 20 de setembro de 2008
Dei risada em alemão!
Erfurt...
Velocidade é mesmo uma medida relativa. 20km/h por hora para um carro, por exemplo, é super lento; para um corredor, é super rápido. 160km/h para um brasileiro, por exemplo, é super rápido; para um alemão, é super lento. E foi assim que ontem, a 230km/h, fomos para Erfurt “pegar uma balada”. Balada não, barzinho. Alemão. Mas ainda assim, balada.
As baladas aqui são bem diferentes das do Brasil – claro. Em geral são barzinhos; lugares pra dançar, mesmo, tem pouco; e o house, que domina os ouvidos de quem está lá dentro, no meio da noite dá um lugar a uma lambada que todo mundo adora. Mas ninguém sabe que é ou o que é lambada, para eles pode ser uma música africana. Ainda assim, todo mundo gosta!
Erfurt é legal. É uma cidade pequena mas grande; é um meio termo, algo como uma pequena Curitiba. Bem organizada – claro, com muita gente, e algumas coisas curiosas. Uma delas é o barzinho onde fomos, que fica no mesmo prédio da prefeitura da cidade! O outro são duas igrejas de estilo gótico, uma católica e outra evangélica, situadas no mesmo terreno. É, no mesmo terreno! Talvez cinco metros separem as duas construções, que estavam fechadas e nada por dentro pude eu ver.
Lembra que eu comentei que a guerra aqui ainda é muito presente? Pois é... Quando estávamos indo para os Alpes, ouvimos pelo rádio que tinham acabado de encontrar uma bomba da segunda guerra, e a destruiriam num lago que estava no caminho. Tivemos que desviar... Simples assim...
Hoje fomos visitar uma torre medieval. Aliás, está tendo uma festa medieval aqui na cidade, e o dia inteiro estamos ouvindo gaitas-de-fole e pessoas gritando. É bem divertido, dá mesmo pra imaginar como era 500 anos atrás. E foi neste clima que subimos até o topo da floresta e almoçamos num restaurante bem típico. E daí fomos à torre, claro. Detalhe: a torre é só um luxo que um grupo de poetas construiu, há pouco mais de 100 anos. Ou seja, não é da época medieval, mas sim uma fantasia histórica de um grupo de gente doida. Mas é legal mesmo assim, valeu a pena.
Daí agora estamos aqui, com a calefação ligada e um friozinho aconchegante nos dizendo pra ficar
No mais é isso. Vou lembrando das coisas aos poucos, e vou esquecendo também. Por hora, sei que amanhã à noite partimos para Berlin, de férias até segunda-feira! rs...
Para quem tem acesso, meu orkut tem algumas fotos dos Alpes. Não publiquei todas ainda, é preciso tempo (e paciência neste laptop) para tratar todas...
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Correndo na floresta
Hoje o dia começou tarde. Eram pouco mais de 11 horas da manhã quando levantei. Finalmente consegui dormir um pouco, o fuso horário ainda não se adaptou comigo... Mas tudo bem!
Durante o nescafé, o tio do Willy puxou conversa comigo – auf Deutsch, natürlich. Foi legal, entendi bastante coisa e conseguimos trocar umas dez frases sobre meu próprio alemão, e quanto rápido eu estou aprendendo. Começo mesmo a acreditar que eu começo a aprender algo do idioma.
Trabalhei durante o dia (finalmente!) e no fim do dia fui correr com a Ushi. O caminho: a floresta. Muito legal! Não é só no Brasil que existe verde, aqui existe também – e adivinha? A floresta é mesmo organizada. Existem pessoas que limpam mesmo a floresta, e – talvez por causa do frio – não existem aranhas, cobras ou algo do tipo. A paisagem é linda...
De volta pra casa, fomos para Weimar para jantar. Tinha um campo de concentração lá, mas não conseguimos ver pois já era noite...
A Alemanha tem um negócio legal nos carros. Os rádios podem exibir texto. Ou seja, você sintoniza na estação e tem o nome dela aparecendo no seu rádio. É algo legal, meio inútil, mas legal.